Este é o símbolo mais carregado de China de todo este site, e o registro dos manuais vem primeiro, como deve. Os livros populares de sonhos dão ao dragão leituras deste feitio: um dragão que sobe aos céus, montar num dragão, um dragão que entra na casa ou se enrosca em alguém — entradas que estão entre as mais auspiciosas de todo o material: eminência, honra, grande fortuna. E os mesmos livros carregam formas negativas, que impedem o retrato de sair uniforme: um dragão que desce a um poço, lido na direção da posição perdida; um dragão morto, na do infortúnio. Predominantemente favorável, portanto — não integralmente: dizer «só auspicioso» falsearia o manual, e a diferença entre subir e descer é, aqui, literalmente a leitura. São presságios de coletâneas populares, com versões que divergem. Por trás dessas formas há uma espinha clássica que as licencia: o primeiro hexagrama do I Ching, 乾卦 (Qián guà), descreve o dragão em degraus — 「潜龙勿用」 (qián lóng wù yòng, «o dragão oculto ainda não age»), 「飞龙在天」 (fēi lóng zài tiān, «o dragão voa no céu»), 「亢龙有悔」 (kàng lóng yǒu huǐ, «o dragão que sobe além da conta se arrepende») — e é essa escada, do recolhimento ao auge e do auge ao excesso, que os manuais reencenam quando separam o dragão que sobe do que desce.